Sábado, 26 de Janeiro de 2013

A Profecia - Capítulo 30 (último)

Enfim. E chegou ao fim, custou mas já está!

Não sei, sinceramente, o que vai ser deste blog e isso entristece-me tanto..

Não tenho escrito nada, não tenho tido tempo, embora vontade e muitas vezes ideias não faltem!

Talvez vá postando umas O.S. para quem as poucas pessoas que ainda cá vêm não se esqueçam completamente deste blog que me é tanto e que parece condenado ao esquecimento...

Enfim. Obrigada a toda a gente pelos sorrisos que me proporcionou com os comentários neste blog e embora esta fic não tenha tido grande público, é uma das que mais gostei de escrever. Beijinhos!

 

 

Capítulo Trinta

  O grito agudo que proveio de dentro da casa fez as poucas aves que permaneciam perto daquela habitação de madeira habilmente construída num período de tempo tão curto, quanto o tempo que Lucie conseguira ocultar a gravidez da aldeia, levantassem voo.

  Na noite em que fugira com Bill, deixando para trás toda a sua vida naquela aldeia onde apenas a mãe tinha conhecimento da sua história, ele surpreendeu-a com a maravilhosa casa, onde viveriam. Os três.

  Lucie gritou fortemente. O suor escorria-lhe pela face fazia horas e as dores que sentia, eram tão fortes que desfalecia a cada momento.

  - Bill… - Suspirou. – Eu acho que não… Consigo… - Pendeu a cabeça e o rapaz alarmou-se.

  Não fosse ele estar já suficientemente assustado, sentado entre as pernas dela, fazendo de tudo aquilo que sabia e não sabia, para a criança que gerara em conjunto com a rapariga que amava, nascesse. E que nascesse bem.

  - Lucie? – Ele aproximou-se dela e fitou-a. – Amor, fala comigo! Por favor Lucie, está quase, meu amor, está quase! – Ele desesperou.

  Não queria tocar-lhe. Tinhas as mãos demasiado ensanguentadas, mas não resistiu em pegar-lhe na sua cara e beijar-lhe o nariz e a testa, não se importando minimamente com o facto de esta estar suada. Lucie abriu os olhos.

  - Está quase, amor… Mais um bocadinho…

  A rapariga suspirou e assentiu. Bill voltou a sentar-se em frente das suas pernas e quando uma nova contracção se deu, o rapaz pediu-lhe que fizesse força. E ela assim fez.

  Mas doía-lhe tanto… Gritou. Gritou fortemente, com a dor que sentia.

  Ao grito cortante dela, um outro fez-se ouvir. Ela inspirou violentamente e deixou-se cair para trás, gemendo de dores. Apenas um segundo depois, raciocinou e reuniu forças suficientes para se erguer e ver Bill, mesmo à sua frente, por entre as suas pernas entreabertas, olhando um pequeno ser nas suas mãos vermelhas de sangue.

  Ele ergueu o olhar e sorriu-lhe, totalmente embevecido e ela sorriu igualmente.

  - É uma menina… - Murmurou ele sorrindo e ela sorriu igualmente

  Lucie viu-o pegar numa tesoura e cortar o cordão umbilical. Ele franziu o sobrolho e ela olhou-o meio assustada e carenciada de forças.

  - O que se passa? – Perguntou em pânico. Estaria a sua bebé mal?

  Viu Bill levar a boca a baixo e soltou um guincho. Bill nunca se descontrolava, estaria ele mal, por ver tanto sangue? Seria ele capaz de magoar bebé de ambos?

  - Calma! – Ele sorriu, voltando a erguer a cabeça e ela pôde vê-lo lamber os vestígios de sangue. A criança ainda chorava, o que era bom sinal. – O cordão umbilical era demasiado forte. Tive de o rasgar com os dentes, porque a tesoura não o cortava.

  Ela sorriu, descansada e sentiu-se estúpida. Bill amava tanto aquele ser como ela. Seria incapaz de o magoar. Olhou-o, vendo-o erguer-se e enrolar a bebé numa toalha branca que rapidamente ficou tingida de sangue e mover-se até ao pé de si, mostrando-lhe a face do pequeno ser. Do seu pequeno ser.

  - É a nossa menina… - Pronunciou baixinho.

  Lucie deixou-se cair novamente para trás e esticou os braços até ele, ansiando por pegar-lhe e Bill assim a deixou, entregando-lhe a bebé para as mãos.

  Bill ajeitou-lhe as almofadas, enquanto ela mirava a bebé maravilhada. Era perfeita, na sua opinião e tinha a certeza que Bill a partilhava.

  O rapaz colocou a mão sobre a cabeça pequena da menina, que já não chorava e simplesmente tinha os punhos fechados em frente da cara, remexendo-os, com os olhinhos fechados.

  Um trovão fez-se ouvir, demasiado estrondoso, para ser um simples trovão de uma trovoada, naquela noite quente de verão. Bill olhou Lucie, que estremeceu e receou pela segurança de todos, mas em especial, da sua bebé. O rapaz baixou-se e beijou-lhe a testa, reconfortando-a.

  - Tens em ti – Começou Bill, acariciando a filha. – O poder de conquistar os Céus. – Pegou na criança e aconchegou-a ao seu peito - És odiada por quem te teme e és amada por quem te espera. És uma profecia, tornada carne e osso. E és o mais brilhante milagre existente em todo o Mundo.

 

publicado por Cαяσliiиα às 14:19
link | comentar | ver comentários (3) | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.posts recentes

. A Profecia - Capítulo 30 ...

. A Profecia - Capítulo 29

. A Profecia - Capítulo 28

. A Profecia - Capítulo 27

. A Profecia - Capítulo 26

. A Profecia - Capítulo 25

. A Profecia - Capítulo 24

. A Profecia - Capítulo 23

. A Profecia - Capítuo 22

. A Profecia - Capítulo 21

.arquivos

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010